Brasileiros aderem à corrida de rua
Cada vez é maior o número de pessoas que se dedicam à corrida de rua. E estas pessoas não se limitam aos exercícios regulares, partindo para as competições que também se espalham pelo país. Empresas especializadas no assunto calculam que no Brasil já somam mais de 4 milhões de praticantes de corrida de rua, que percorrem em média trajetos de dez quilômetros.
Seja para se manter em forma ou mesmo para competir, a boa saúde do corredor é fundamental na prática da corrida de rua. O primeiro passo para uma boa prática do esporte é ter consciência de seus limites. “É fundamental, antes da prática de qualquer esporte, fazer uma avaliação médica. E isso vale para atletas, gente que se exercita regularmente ou para aquela pessoa sedentária que irá se iniciar em alguma prática esportiva. No caso da corrida de rua, por exemplo, o esporte pode ser contra-indicado para pessoas com hipertensão ou cardiopatia. Somente um médico poderá avaliar o paciente e ajudá-lo a programar sua atividade física”, afirma João Marcelo Amorim, ortopedista e especialista em medicina do esporte do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Para aqueles que desejam se dedicar à corrida de rua, o médico do CREB tem algumas dicas importantes. “É preciso estabelecer um cronograma de treinamento gradativo. Quem começou a correr dois ou três quilômetros por dia não pode querer, de um dia para o outro, participar de uma corrida de dez quilômetros. É preciso aumentar a distância e o tempo paulatinamente, sem sobressaltos”, ensina ele. Outra dica é se dedicar com afinco ao trabalho de aquecimento – antes do exercício – e alongamento – após a atividade.
– É muito comum encontrarmos corredores com tendinite, que é a inflamação dos tendões, que afeta principalmente o joelho, a maior articulação do corpo humano e segunda área mais afetada pela prática de esporte sem geral. O tornozelo também é a área que mais sofre entorses. É preciso se aquecer antes de começar a correr e fazer alongamentos ao final é ótimo para a coluna. Também recomendo o uso de tênis apropriado, com amortecedores, meias e roupas leves, que facilitam a transpiração – finaliza o Dr. João Marcelo Amorim, lembrando que pessoas obesas devem evitar as corridas devido a sobrecarga na coluna lombar e na patela, pequeno osso que se articula com o fêmur, que cobre e protege a articulação do joelho.
LER e DORT: prevenção é o melhor remédio
LER e DORT são duas siglas que muitas vezes se confundem mas ambas podem trazer muitos problemas para as pessoas.
A lesão por esforços repetitivos (LER) é uma síndrome de dor nos membros, que pode causar lesões no sistema tendíneo, muscular e ligamentar. É causada principalmente por atividades que exigem movimentos repetitivos, em alta freqüência e em postura forçada. Já o distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho (DORT) se caracteriza por esforços repetitivos, com alterações que acontecem principalmente no pescoço, braços, punhos e demais membros superiores em decorrência do trabalho. A questão é comprovar se o trabalho foi o motivo da doença provocada pela repetição de esforço.
Segundo Haim Maleh, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia – o principal sintoma da LER é a dor. “A LER causa um desconforto durante dias, principalmente durante o período em que a atividade desencadeadora é realizada. Também podem aparecer edema e hematoma no local lesionado, em casos mais graves”, explica o médico. Segundo ele, a diferença entre as duas siglas pode ser bem compreendida através de um exemplo clássico: “um profissional que passa o dia inteiro trabalhando com digitação pode desenvolver uma tendinite, que é a inflamação de um tendão. Esse seria um caso de DORT. O mesmo pode acontecer com um jovem estudante, que dedica grande parte do seu tempo no computador. Aí seria um caso de LER”, ensina.
O Dr. Haim Maleh explica que a prevenção é a maior aliada das pessoas. A primeira dica é alongar o corpo toda manhã, ao acordar. “Espreguiçar é muito bom, mas deve ser complementado com dez minutos de alongamento. Isso ajuda muito a prevenir lesões e ainda oferece mais disposição para enfrentar o longo dia pela frente”, ressalta. No trabalho, parar por cinco minutos a cada hora para alongar braços, pescoço e pernas é fundamental.
– Ao menor sinal de dor, é muito importante consultar um reumatologista ou fisiatra. Todo sintoma, se enfrentado no início, é muito mas fácil de se tratar. Com a avaliação de um médico e o correto tratamento, muitas vezes se evita o agravamento da situação – finaliza o Dr. Haim Maleh.
Fisiatra revela as verdades e as fake news da fibromialgia
Fisiatra revela as verdades e as fake news da fibromialgia
Pacientes acometidos pela fibromialgia reclamam de dores diárias nas articulações e em várias partes do corpo. Ao chegar no consultório de um médico, muitas vezes o diagnóstico da fibromialgia não é reconhecido pelo profissional. Também é comum que familiares e amigos do paciente achem que as dores são “inventadas” pelo paciente. A fibromialgia não pode ser detectada por teste algum, e para que seja diagnosticada é necessária a exclusão de outras possíveis doenças osteoarticulares reumatológicas que cursam com dores pelo corpo. Afinal, quais são as verdades e as fake news da fibromialgia? É o fisiatra Antônio D’almeida Neto, do CREB – Centro de Reumatologia e ortopedia Botafogo – quem responde:
Fibromialgia não é real: fake news
A fibromialgia é uma condição crônica real. De acordo com o Dr. Antônio, é caracterizada por uma dor generalizada nos músculos, articulações e tendões em todo o corpo. “Outros sintomas da fibromialgia incluem síndrome do intestino irritável, fadiga, problemas de memória, insônia, depressão, dores de cabeça, dormência e formigamento. A fibromialgia é uma síndrome, e uma síndrome é um conjunto de sinais e sintomas diferentes, sendo que todos esses sintomas em conjunto levam a um diagnóstico de fibromialgia. Embora não haja exames de rotina para diagnosticar a fibromialgia, os médicos diagnosticam a fibromialgia descartando outras condições e realizando um exame físico adequado”, explica ele.
Para diagnosticar a fibromialgia, uma pessoa precisa ter “pontos de gatilho” ou “ tender points “ em locais específicos do corpo.: fake news
Os “pontos de gatilho”, também conhecidos como “tender points”, costumavam fazer parte dos requisitos de diagnóstico da fibromialgia. Mas eles realmente caíram em desuso. “Na verdade, os pontos de gatilho estão ausentes em cerca de 20% das pessoas com fibromialgia”, diz o fisiatra do CREB.
Os pesquisadores identificaram as causas da fibromialgia: fake news
“Infelizmente não há causa conhecida para fibromialgia. Pode ser genético, pode ser ambiental e pode, também, ser uma combinação de ambos. Em alguns pacientes, vemos alguns fatores desencadeantes, tais como um acidente de carro, um trauma físico ou mesmo um trauma psicológico. Esses eventos podem estar associados ao início de alguns sintomas da fibromialgia”, afirma o Dr. Antônio.
Não existem tratamentos para o trauma da fibromialgia: fake news
O tratamento da fibromialgia se baseia na utilização de medicamentos específicos, associados a técnicas de reabilitação para alívio dos sintomas álgicos. “Dentre os medicamentos, pode-se utilizar analgésicos e relaxantes musculares para alívio das dores difusas. Antidepressivos auxiliam no tratamento da depressão e, muitas vezes, na melhora do sono não restaurador. A hidroterapia é uma técnica fisioterápica fundamental, pois combina exercícios de alongamento muscular na água quente resultando no alívio da dor. A acupuntura é outra técnica utilizada para o manejo da dor. No CREB, disponibilizamos tanto a hidroterapia, em duas piscinas apropriadas para tal prática, quanto a acupuntura”, explica ele.
Mude seu estilo de vida para obter sucesso no tratamento da fibromialgia: verdade
“O tratamento da fibromialgia não vem na forma de uma pílula mágica”, ressalta o Dr. Antônio. Segundo ele, vem por meio da modificação do estilo de vida. “Trabalhe e se exercite o suficiente. Atividades de baixo impacto, como caminhada e ioga, são ótimas .Tente reduzir os fatores que lhe causam estresse. Ou procure um psicólogo para ajudar no manejo da depressão”, finaliza ele, pontuando que o CREB oferece orientação psicológica gratuita para seus pacientes.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
- BARRA DA TIJUCA: Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
- BOTAFOGO: Rua Voluntários da Pátria, 408
- COPACABANA: Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
- LEBLON: Av. Ataulfo de Paiva, 355
- MÉIER: Rua Dias da Cruz, 13 - ao lado da estação Méier
Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:
- SANTO AMARO: Av. Santo Amaro, 5702
- INTERLAGOS: Av. Interlagos, 2255 - âncora SS03 - Shopping Interlagos
- TATUAPÉ: Rua Apucarana, 1619